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Nos √ļltimos dois anos, despesas com sa√ļde avan√ßaram nos Estados

13 de fevereiro de 2017
04032016_Atendimentomedico_GovRJAs despesas com sa√ļde avan√ßaram em pelo menos 16 Estados nos dois √ļltimos anos. De 2014 a 2016, o percentual gasto no setor aumentou de 12,6% para 13,3%, considerando-se a propor√ß√£o da despesa total dos Estados. Ao tempo em que a receita corrente l√≠quida subiu 12%, o valor total de gastos em 26 Estados avan√ßou 14,2%. Dessa forma, com a expans√£o, foram gastos R$ 10,9 bilh√Ķes a mais com a √°rea de sa√ļde de 2014 para 2016.
 
Os dados ‚Äď divulgados no jornal Valor Econ√īmico ‚Äď tomaram como base as despesas or√ßament√°rias empenhadas para a sa√ļde constante do relat√≥rio de execu√ß√£o or√ßament√°ria. Apenas o Rio de Janeiro n√£o foi pesquisado, pois n√£o havia publicado os relat√≥rios fiscais at√© o fechamento do levantamento.
 
Quando analisados individualmente, os dados apontam diferen√ßas na m√©dia gasto por Estado. Em Minas Gerais, por exemplo, os gastos com sa√ļde subiram 19,9%, enquanto as receitas subiram 12,8% nos √ļltimos dois anos. Em S√£o Paulo, as despesas tiveram eleva√ß√£o de 9,6% e a receita cresceu 3,6%. Na Bahia, a despesa aumentou 12,1% e as receitas 11%. Em Alagoas, por outro lado, os gastos com a sa√ļde recuaram, de 11,9% para 10,8% na propor√ß√£o da despesa total. A diminui√ß√£o tamb√©m ocorreu em outros nove Estados.
 
Para o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), dois fatores motivam a expans√£o dos gastos. O primeiro tem √© um fator estrutural e se refere √† tend√™ncia mundial de aumento dos custos com sa√ļde. A outra est√° relacionada √† crise, pois, com o desemprego, milhares de pessoas tiveram que deixar os planos de sa√ļde corporativos e recorrer √† rede p√ļblica de sa√ļde. Nesse sentido, os Estados que j√° tinham popula√ß√Ķes mais dependentes do sistema p√ļblico tiveram menor expans√£o dos gastos.
 
O levantamento aponta, ainda, que enquanto a parcela de gastos financiados por recursos dos Estados cresceu 25%, os valores repassados pelo governo federal aumentaram 3,4%. De acordo com o Ibre, o governo federal parou de privilegiar o Sistema √önico de Sa√ļde (SUS), deixando de reajustar as tarifas dos servi√ßos prestados por tr√™s anos. Como consequ√™ncia, os governos estaduais e municipais est√£o tendo de financiar o SUS, alerta.
 
Ag√™ncia CNM com informa√ß√Ķes do Valor Econ√īmico