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Aroldi participa de live sobre desafios da Covid-19 com representantes da Opas e do Conasems

17 de julho de 2020

Arte CNMFortalecer os sistemas de vigilância em saúde para garantir a tomada de decisões baseadas na realidade local, por meio de mapeamentos, é um dos desafios municipais frente à pandemia do coronavírus (Covid-19). Em live nesta sexta-feira, 17 de julho, o presidente da Confederação Nacional de Município (CNM), Glademir Aroldi, debateu o assunto com o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Jarbas Barbosa e Willames Freire.

Aroldi destacou o trabalho das duas entidades para que os gestores locais possam fazer o enfrentamento ao coronavírus. Ao afirmar origens como sanitarista e atuação municipal, o representante da Opas mencionou as dificuldades dos países mais desenvolvidos com o vírus, que tem transmissão rápida. “Não há dúvidas de que, se deixar o vírus transmitir de maneira natural, sem nenhuma medida para desacelerar a transmissão, nenhum sistema de saúde tem capacidade de responder, com leitos e respiradores necessários”, afirmou.

Barbosa falou da origem do vírus, do cenário mundial e das américas. Segundo ele, na América Latina, a proliferação do coronavírus não está controlada e a tendência é de crescimento. Para o presidente do Conasems, o Brasil está em um momento crítico, de interiorização da pandemia. “Os Municípios têm trabalhado em duas linhas de atuação. Primeiro, organização local muito forte dos serviços e equipes de saúde, em condição de se proteger e proteger o cidadão e, em outra vertente, na organização do sistema local para receber os pacientes nos hospitais”, disse Freire.

Segundo o presidente do Conasems, os governos municipais também têm organizado a rede de atenção para transferir os pacientes que não podem ser atendidos na rede local. Sobre o financiamento das ações, Freire destacou a atuação da CNM para garantir dinheiro para os Municípios, principalmente os de pequeno porte, trabalharem suas necessidades na área da saúde. “O dinheiro chega em boa hora, porque o vírus não espera. Ele chega e ataca o sistema de saúde, paralisando o sistema”, avisou Freie ao alertar para a elevada contaminação das equipe de saúde e para baixa nas equipes especializadas.

Dentre os desafios apontados na live, além da necessidade do repasse de recursos extraordinários para os gestores municipais e a carência de testes rápidos, foram apontados os desafios para a compra de suprimentos e o aumento dos preços, por parte dos fornecedores, de uma hora para outra.

O presidente da CNM voltou a destacar a atuação do governo e dos parlamentares para enviar recursos aos Municípios, o impacto da pandemia nas transferências municipais e a decisão do Congresso Nacional de manter as eleições municipais, adiando o pleito para novembro, mesmo com a curva de crescimento ascendente na América Latina. Ao final do Bate - Papo com a CNM - programa semanal de sexta da entidade - , Aroldi garantiu enfrentamento conjunto para viabilizar os hospitais de pequeno porte e os programas da área da saúde, todos sub financiados e que não atendem às necessidades.

“Eu espero que, de uma vez por todas, nós possamos compreender a necessidade do fortalecimento da gestão local e inverter esse pirâmide que concentra os recursos do poder central para colocar o recurso lá onde as pessoas estão, onde existe verdadeiramente a necessidade”, destacou o presidente da CNM. Ele também confirmou o apontamento feita da necessidade de uma ata de preços que possa regular o mercado interno e externo e, por fim, chamou a reflexão para o Sistema de Saúde, para a falta de investimento em saneamento básico e para o combate às desigualdades sociais.

Confira o debate na íntegra!
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Por Raquel Montalvão
Da Agência CNM de Notícias